quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DIVAGAÇÕES A CERCA DA FELICIDADE

Ao assistir o último vídeo do PC Siqueira...
http://www.youtube.com/watch?v=vvLUguQ_z_U&feature=youtu.be

Fiquei um bom tempo revendo e me apropriando da terceira parte.
A discussão a cerca da FELICIDADE passa por questões muito mais abrangentes.

Comecei a divagar e escrevi os trechos abaixo.
Espero que gostem.

FELICIDADE
BEM – FORTUNA – CONFORTO – SORTE – VENTURA.

AÇÕES ÉTICAS – AÇÕES DIANOÉTICAS.
PRATICAR O BEM - SER ESCLARECIDO.

BUSCA PELA FELICIDADE
Não é algo supervalorizado.
É o movimento natural do ser humano.

SER ESCLARECIDO
Não é algo da ordem do perceber as coisas no mundo.
É algo que passa pela experiência e a transcende. Evidencia uma realidade oculta.

PROBLEMA
O problema não é ser ignorante e feliz.
A felicidade que se atinge pela ignorância, pelo desconhecimento é tão somente uma falsa felicidade, sensação de prazer mediante o desconhecimento da realidade em si.

Ser esclarecido, não implica ser infeliz.
Assim como, ser ignorante não implica ser feliz.

A felicidade é construída pela prática de ações corretas norteadas por reflexões que requerem determinado afastamento do empírico.

Não precisamos de felicidade.
O estado de felicidade nos conforta e é onde procuramos estar.

A felicidade é um estado imaginário.
Assim como os demais.

A felicidade não é momentânea.
Se você se sente experimentando o estado de felicidade e em algum outro momento não se sente mais dessa forma, significa que a suposta felicidade não era felicidade real, e sim, prazer momentâneo, satisfação de uma necessidade.

Ser exageradamente feliz não pode lhe deixar enjoado.
A felicidade é uma construção que o leva a praticar ações boas, conscientemente, em virtude de um “cálculo” que o fez concluir que essas eram as melhores ações.

É impossível ser infeliz e ter a exata dimensão do real.
Aquele que conhece o mundo tal como ele é e atinge um nível tão elevado de lucidez que não o permite experimentar jamais a infelicidade.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Qual é o meu preço?

Eu não sei o que é o valor. Sei que vale muito no mundo dos homens grandes. Pode ser um valor bem grande ou até mesmo um valor pequenino. A verdade é que a gente não sabe o quanto vale, mas cada um vale um pouquinho.
Me sentia especial por saber qual era o meu valor. Sabia no que era bom e o quanto poderia ser útil. Infelizmente somente saber não é válido. O que vale mesmo é como você mostra o quanto vale.
Não importa se valemos muito. Temos é que valer. Podemos escolher somente valer, valer pouco, valer alguma coisa ou não valer absolutamente nada. Infeliz ou felizmente isso pouco importa. O importante é o quanto dizem que você vale.
Adianta valer e não valer? Será que eu posso valer por mim, para mim e em mim? Poder até posso. Só que lá no fundo, no final, quando o dia termina, valem os juízos que fizeram de mim, as esperanças que depositaram, as informações que passaram e o apreço que agora têm.

E aí? Qual é o meu valor? Vale me comprar?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tenho um amigo que tem um blog. Ele não publica meus textos. Tive de publicar aqui...


Inércia

(Gustavo Dias)


Não ter de dar tchau
Nem precisar se apresentar.
Desconfiança,
Insegurança,
Esperança.
Inatividade?
Falta de proatividade.

Motivos são muitos
Certezas... nem tantas.
Querer,
Ser,
Ter e não ter você.
Sentir e...
Não agir!

Transbordar sem estar cheio
Estar vazio em plenitude.
Adiar,
Pensar,
Viajar.

Sem sair do lugar.

sábado, 9 de abril de 2011

Possível fim do VLOG É ISSO

Após três meses de existência, é possível que o VLOG É ISSO feche suas portas e não mais poste vídeos na internet. O principal motivo, segundo seus idealizadores, Gustavo e Eduardo Dias, é a baixa visitação e pouca freqüência de comentários.



Ao atingirem quase 15 mil visualizações os criativos vlogueiros convocaram uma coletiva de imprensa e anunciaram a decisão, em um primeiro momento, encarada pelos especialistas como irreversível.

Nas palavras de Eduardo - o personagem gordinho, engraçado e que usa gravatas nas gravações – “O VLOG atingiu seu ápice no oitavo vídeo, É ISSO – Volta às aulas, onde o personagem Creito teve uma excelente aceitação dos fãs, mas, pouco depois caiu vertiginosamente”.

Segundo Gustavo – o roteirista e personagem menos carismático – “O pecado do VLOG foi ter se enveredado pelas questões religiosas. O Eduardo tentou me alertar, mas, achei que o personagem Jisus fosse alavancar nossas visualizações”. Ele ainda acrescentou: “A única salvação do É ISSO é que voltemos a ser retwittados como antes e que nossos parceiros do começo voltem a ser ativos na divulgação”.

Os poucos fãs que estavam na porta do local onde foi realizada a entrevista estavam inconsolados e seguravam cartazes com os dizeres: “Não nos abandonem!”. Um deles, Gabriel Silva, declarou: “Eles trazem alegria pra gente. Todos os dias eu abro o canal (youtube.com/user/ehsohisso) para ver se postaram um vídeo novo. Não existe ninguém que faça vídeos como os dois”.

Se não conseguirem aumentar os números, os desmotivados guerreiros, vlogueiros mineiros, terão de encerrar as atividades com um último vídeo sobre a Páscoa que, segundo os dois, revolucionará a criação de conteúdo para a grande rede.


Aguardemos ansiosos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em resposta a Enrique Coimbra

Como de costume, hoje iniciei meu trajeto pela internet logo cedo, pois levo a sério o ditado que diz que Deus ajuda quem cedo madruga e me levanto lá pelo meio-dia quando num tenho mais nada de tão útil pra fazer da minha vida. Fato é que eu só consigo produzir a noite, portanto, trabalhos da faculdade e textos em geral ficam programados para a madrugada (esse aqui é uma exceção).
Voltando ao que interessa, hoje, ao viajar pela internet, logo quando acordei, dei uma olhadinha na caixa de e-mail’s e logo pude perceber que esse texto aqui seria inevitável. Contudo, dei espaço para a minha cabeça começar a trabalhar em paz. Tão logo terminei a leitura dos e-mail’s, passei à leitura dos meus blog’s favoritos e, dentre eles, é claro, o http://enriquecoimbra.blogspot.com (vulgo: Ironias Sociais e Tais).
Para não fugir muito ao assunto, fato é que, o Enrique Coimbra, conseguiu, mais uma vez me deixar maravilhado com sua eloqüência. Entretanto, me trouxe espanto em igual proporção, pra variar. Dessa forma, tive de ler novamente o e-mail que havia me marcado antes e ficou claro que teria de escrever sobre isso.

É complicado falar sobre algo que envolva tantas vertentes e interpretações, pois é, da mesma forma, complicado dar conta de todas elas e poder de fato esclarecer mais que confundir. Logo, vou tentar ser breve e cuidadoso, o que não costumo ser.

Deus...

No e-mail que recebi, de minha mãe, a mensagem apresentada era, não só válida, mas interessante e bonita. Dizia o seguinte:

“Você chegou ao seu local de trabalho. Ore e peça iluminação a Deus Todo poderoso...

“Cumprimente seus colegas. Isso se chama Amizade.
Deseje a cada um o melhor de si. Isso se chama Sinceridade.
Faça a agenda e programe seu dia. Isso se chama Reflexão.
Agora, com tudo planejado, comece a trabalhar. Isso se chama Ação.
Acredite que tudo irá dar certo. Isso se chama Fé.
Faça tudo com alegria. Isso se chama Entusiasmo.
Dê o melhor de si. Isso se chama Perfeição.
Ajude a quem tem mais dificuldade que você. Isso se chama Doação.
Compreenda que nem todos estão na mesma sintonia. Isso se chama Tolerância.
Receba as bênçãos com gratidão. Isso se chama Humildade.
Isso se chama Amor. Deus está com você.”

Salvos os erros e algumas interpretações ligeiras de mais como:

Desejar a cada um o melhor de si pode não ser sinceridade necessariamente.
Fazer a agenda e se programar pode ser organização antes de Reflexão.
O verbo ajudar é transitivo direto e não deve ser empregado dessa forma:
Ajude a quem tem mais dificuldade que você. Isso se chama Doação.
E sim... Ajude quem tem....

Enfim... seguindo...

Ao assistir o vídeo do Enrique, pude relembrar do e-mail e me sentir confortável para responder a uma questão levantada por ele.

Nosso amigo em seu vídeo levantou a questão sobre o motivo de seguirmos hoje o que foi escrito a muito tempo atrás por um homem na Bíblia.
Respondo:
Caro Enrique,
Apesar de o texto ter sido escrito por uma pessoa comum, como nós, e estar, em virtude disso, recheado de equívocos ou erros e contradições em relação a alguns pensamentos atuais, o texto bíblico deve ser encarado como objeto de estudo e, ao meu ver, como um texto de cunho moralista (no sentido bom da palavra, ou seja, como um texto de orientação moral).
Não distante do texto bíblico encontramos textos como a República de Platão, ou o Leviatã de Hobbes, ou ainda a Ética de Aristóteles. São, todos estes, textos que se propõem a orientar as ações do cidadão ou do coletivo deles.
Ao recusarmos o texto bíblico, recusamos uma contribuição forte para o controle social, moralmente falando. Sem falar que, ao recusarmos o texto bíblico, recusamos implicitamente textos como os apresentados acima.
É importante que saibamos o que estamos criticando. É possível que defendamos a adoção, porém cautelosa, da Bíblia. Se não por Deus, por uma sociedade melhor.
Observe que no e-mail que eu recebi questões importantes como Amizade, Sinceridade, Fé e Tolerância, por exemplo, são exaltadas. Ora, é exatamente isso de que precisamos para conviver melhor. Ou você discorda? É importante que tenhamos esses sentimentos cultivados entre nós. Se não é possível por outros meios, que seja pela Bíblia.

Espero que eu tenha feito a contra-argumentação de forma satisfatória.

Abraço.


Gustavo Moreira Dias

sábado, 17 de abril de 2010

As eleições e a internet.

Parece-me evidente que a internet exercerá papel importantíssimo, para não dizer decisório, no próximo pleito eleitoral. Mostra-se óbvio, também, que, ao meu ver, por conseqüência, o papel da juventude (maioria de usuários das ferramentas digitais) será essencial.

Diferentemente de processos anteriores que permitiram a juventude, através de mobilizações públicas “presenciais”, encabeçar ações edificantes e transformadoras na história do nosso país, agora, participamos de uma nova realidade. A mobilização é feita de casa, permitindo ao manifestante uma presença mais intensa, assídua e inteligente, à medida que, discute-se em uma janela com a informação na outra ao lado.
Depois de praticamente duas décadas, a juventude brasileira “ganha as ruas” novamente. Se não pela imposição física da nossa imagem, entramos de cabeça através do mundo digital. Se não pelo impacto visual de braços levantados. Se não pela propagação sonora dos gritos. Se não pelos rostos pintados. Se não pela união visível de pessoas. Hoje somos parte importante do processo pelo virtual, seja o computador fixo ou móvel, estando assentado em frente a ele, ou conectados através do celular. Porém, em virtude da falta de atuação que se estendeu por duas décadas, ainda somos, invisíveis e inaudíveis aos olhos e ouvidos de alguns tantos políticos que, por desinformação (leia-se analfabetismo) digital, ou por desinteresse, ignoram a força de outrora que somente mudou de campo de atuação.
Os jovens estão, mais uma vez, à frente do processo eleitoral.

Jamais presenciamos tamanha mobilização política fora do período eleitoral. A quantidade de jovens interessados em se informar e buscar soluções aumenta exponencialmente. A facilidade de acesso à informação e a possibilidade de acompanhar e reivindicar uma postura condizente de seu candidato em todas as esferas, atrai os jovens práticos e dinâmicos do mundo atual.
A força da juventude é evidenciada e respaldada pela adesão dos pré-candidatos de todos os âmbitos às ferramentas digitais. É preciso, pois, que diferenciemos os que, de fato, tem algo a dizer aos seus eleitores daqueles que tentam uma aproximação forçada. (Entendam como quiser. E se não entenderem eu os induzo ao entendimento. Charge auto-explicativa, quer dizer, que explica a questão. Como sempre, Maurício Ricardo fazendo o estrago habitual.).



É inevitável, a partir da nova realidade construída, graças, em grande parte, à juventude, que os candidatos adaptem seus discursos ao mundo digital. Não só a redução do conteúdo, mas a necessária clareza (que fugia, como diabo da cruz, dos textos políticos) e a objetividade são agora imprescindíveis e contribuem, fortemente, para a aproximação ainda maior da massa jovem à política.
Aqueles que ainda duvidam do papel da internet como ferramenta de comunicação, formadora de opinião, informante e encurtadora de distâncias, mostram-se, necessariamente engolidos pela máquina da tecnologia e do desenvolvimento que elevam a disputa eleitoral a um novo patamar democrático.
A democracia digital não só é a mais inclusiva forma de participação, mas colabora, de maneira ainda não igualada, para a construção de um novo universo popular (no sentido mais amplo da palavra, e não no restrito) culturalmente estruturado pela informação. Dessa forma, é possível afirmarmos sua contribuição para a formação de uma nova consciência política, que, necessariamente, dará seus primeiros sinais de afirmação nas próximas eleições.

É necessário, tão logo os candidatos atentem para a nova realidade, não só a adequação do discurso político, mas a correta adequação deste. Não só a aproximação indevida do leitor através da retórica deve ser repudiada. Mas, é necessário que se fortaleça, além do todo exposto acima, a postura cautelosa e crítica frente ao falatório sem fundamento.
A charge a seguir é antiga, mas, permite que entendamos a entrada recente, porém, incisiva de políticos no universo digital. É preciso evidenciar a existência de um molde, ao qual, alguns tentam se adaptar objetivando a aprovação popular. Utilizar algumas ferramentas da internet por si só, não aproxima e não deve aproximar o político do povo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Resumo da despedida do governador Aécio Neves na Praça da Liberdade.

Resenha da despedida do líder maior dos mineiros!

"Óh Minas Gerais... Quem te conhece não esquece jamais!"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O papel do professor.

Acontecimentos espalhados ao longo da linha da história da humanidade, ao serem encarados com os olhos contemporâneos, mostram-se de diversas formas e podem ser encarados como sinônimo de evolução ou involução. Porém, faz-se necessário, ao que parece, que a composição do todo nos leve à conclusão de que - embora o caminho que nos trouxe até aqui pareça ser sinuoso e em forma de espiral, ou seja, dando voltas, mas, evoluindo – estamos avançando sempre. Se assim não o fosse não encontraríamos o motivo para procurarmos cada vez mais.

É inevitável, ao observarmos o desenvolvimento humano, constatarmos que a educação apresenta-se como objeto chave para a propagação e manutenção do conhecimento. Pois, parece-me inútil que um conhecimento fosse aprimorado se não fosse dessa forma. Devemos, pois, aceitar a premissa de que tudo está em constante evolução e que a transmissão de conhecimento permite que as novas gerações se apropriem deste e promovam seu aprimoramento.

Tendo em vista que a educação apresenta-se como ferramenta essencial à evolução, é importantíssimo, portanto, que zelemos pela mesma e que construamos a consciência global de que todos temos o nosso papel nela.

Na estrutura da educação, como se apresenta atualmente, devemos não só reverenciar o papel do professor, como transmissor de conhecimento, mas como construtor de novas realidades. Logo, mostra-se importante de igual maneira que os próprios professores se desliguem da tradição secular que culminou no distanciamento destes dos alunos, colocando-os em um pedestal imaginário inútil e repressivo.

Evidente que, a alguns anos, professores de matemática eram vistos com olhos apavorados, por alunos que esperavam passivos o massacre que se aproximava. Não creio que seja a realidade atual, pelo menos da maioria, pois, a internet propicia que a informação gire e que medos, frutos da falta dela, sejam sanados.

Surge, porém, assustadoramente, por ser em ambiente universitário e no curso de filosofia, a figura do referido professor novamente. Fernando Rey Puente, traz consigo toda a carga enrijecida das melhores faculdades alemãs e exerce na UFMG – FAFICH seu papel.

Dedico o trecho após os 04 minutos dessa entrevista magnífica do maior professor brasileiro, Pachecão (que realmente faz o que interessa e leva conhecimento a quem precisa e quer atingi-lo), ao querido Fernando.



Sem mais. Leia-se como quiser.

domingo, 21 de março de 2010

A reciclágem é democrática e importante.

Com a proximidade das eleições de 2010, o Brasil propõe-se a entrar com o pé direito em uma nova etapa política de sua história, tanto interna quanto externamente. Com a perspectiva de construção de um novo cenário nesse sentido, somos levados a viver uma fase de incertezas que se prolongará até a passagem da faixa presidencial.

As dúvidas aumentam e se justificam em virtude do impasse que se coloca ao termos de escolher entre a continuação de um governo que, sem dúvida, foi extremamente importante para as camadas mais carentes da população, retirando cerca de 20 milhões de brasileiros da linha de pobreza (utilizando-se de métodos, dos quais prefiro não entrar no mérito) e levou o Brasil a um patamar internacional jamais alcançado; e um governo, do qual podemos esperar uma política pública responsável, justa e democrática, posto que, é o que o Governador José Serra, pré-candidato pelo PSDB, sempre mostrou ao longo de sua trajetória.

Fato é que a situação da máquina pública herdada por Lula não era das mais favoráveis e, ainda assim, o atual governo mostrou-se eficiente: Estatisticamente, no período compreendido entre dezembro de 2001 e dezembro de 2002, o risco país aumentara de 963 para 1490 pontos básicos; a taxa de câmbio real/dólar norte-americano subira de 2,32 para 3,53 e, por sua vez, a entrada líquida de capital externo passou de US$ 27 bi a US$ 8 bi. Todo esse cenário apresentou-se como fruto da apreensão do mercado com o crescimento da candidatura de Lula no ano eleitoral. Preocupação justificada pela postura histórica do Partido dos Trabalhadores.

O cerne da questão, porém, apresenta-se mais complexo que uma simples escolha entre uma forma de governar e outra. O Brasil, muito em virtude do carisma de Lula, apresenta-se atualmente ao mundo. Com a apresentação dessa nova realidade, fazem-se necessárias uma aplicação maior e a construção de uma forma de nos relacionarmos com o mundo diferenciada e inteligente.

A atuação de um país, não só no mercado financeiro internacional, mas, nas decisões políticas globais o elevam ou o rebaixam segundo conceitos diferenciados e, complicados, aos quais, devemos prestar a mais aplicada atenção.

Sempre me posicionei, acreditando que esse é o papel de um defensor da democracia, contra qualquer política de continuidade descabida em qualquer esfera da política por acreditar que, ao aceitarmos um regime democrático, concordamos com a igualdade entre todos os lados, no que diz respeito à capacidade de contribuir para o regime e o estado como um todo. Porém, não consigo ter essa postura, como qualquer outra, de forma rígida e inflexível.

É claro que, à medida que, a situação encontra-se em um regime continuado de gestão e a oposição mostra-se cega e irresponsável, obrigando-nos a assisti-la fazendo oposição pura, irrestrita, descabida e infundada, devemos nos perguntar pela necessidade de substituirmos uma por outra, simplesmente por fazê-lo. Entretanto, devemos atentar para o fato de que não é essa situação que observamos atualmente no país.

Durante os sete anos de gestão do governo Lula, a oposição mostrou-se aplicada em garantir os direitos dos brasileiros e assegurar-se de que as melhores decisões seriam tomadas, em todos os momentos. Logo, mostra-se interessante e prudente que permitamo-nos dar ao outro lado a oportunidade de contribuir com o país.

É necessário criarmos e cultivarmos a consciência de que o Brasil precisa valorizar e primar pela democracia, dar voz a todos e colocar-se frente ao mundo com uma postura diferente da praticada ao longo do último ano pelo governo. É preciso que nos empenhemos em mostrar-nos fortes, atuantes e firmes no cenário político internacional. Devemos nos interessar em investigar e concluir que as decisões acertadas, tomadas pelo governo, não excluem e não podem se sobrepor às medidas infelizes tomadas em âmbito supranacional.

Vamos nos permitir seguir em frente, sem abandonar o que herdarmos de positivo, mas, tendo consciência de que podemos mais e podemos melhorar. Para tanto, pois, precisamos dar abertura para que todos possamos contribuir.

sábado, 13 de março de 2010

Cresce um novo líder




Quando começamos a escrever, textos de qualquer natureza, precisamos nos conscientizar de que, por muitas vezes, o leitor que terá acesso ao objeto de leitura, nem sempre, estará tão familiarizado com o contexto quanto quem escreve, principalmente, quando se pretende veicular o texto em questão na internet. Portanto, faz-se necessária, sempre, uma espécie de introdução que insira o “internauta” no assunto abordado. Salvo exceções.

Prefiro e recomendo evitarmos, sempre que possível, as generalizações de qualquer natureza. Entretanto, o clichê de que “toda regra tem sua exceção” é válido e, se soubermos o momento adequado e nos direcionarmos aos objetos corretos, a generalização não só é válida, como evidente e inquestionável. Assim, permito-me agora afirmar, não só que para falar de alguns poucos homens notáveis não precisamos de introdução alguma (pois todos sem exceção sabemos de quem se trata), como que Tancredo Neves foi, se não o maior, um dos homens mais notáveis da história desse país. Portanto, desprendo-me da obrigação de introduzi-los no contexto e parto logo ao cerne da questão.

A alguns cabe a função de ser. A outros a função de não ser nada. Outros, ainda, tem como função não ter função. No entanto, uns poucos são munidos com tamanha riqueza de espírito que tem a função de serem úteis a muitas pessoas, em vários momentos. Homens, dessa natureza costumam atingir posições que homens comuns não conseguem alcançar. Tancredo Neves era, antes de qualquer outro adjetivo, um homem público, no mais amplo sentido que essa palavra queira significar. Não somente um político de irrepreensível, mas um político útil ao povo.

Tancredo, ao tomar posse do governo de Minas Gerais, da sacada do Palácio da Liberdade, abriu o discurso para uma praça totalmente povoada com a frase: “Mineiros, o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade”. Uma de suas passagens mais marcantes e que nos dá a exata dimensão do que foi Tancredo Neves. Em um tempo de ditadura militar, o então governador traz a liberdade ao seu discurso e permite que sonhemos com novos tempos.

Homem público e visionário como poucos o foram. Tancredo fez de suas obras pontos marcantes da história do país e acreditando nas suas convicções e em fazer o melhor para todos, comandou a campanha das “Diretas já” e trouxe, de fato, a liberdade de que necessitávamos e pela qual clamávamos.

Duas décadas e meia após o auge político de seu avô, desponta – depois de uma brilhante trajetória – das Minas Gerais para o Brasil o nome de um outro político, comparável a Tancredo (permitindo-me a extravagância) por suas competência e audácia administrativa. Aécio Neves traz consigo, além da vocação notória, habilidade governamental inquestionável.

A partir de um choque de gestão elaborado e cuidadosamente construído, Aécio exemplifica a teoria do governar para o povo. Com extrema competência, o governador reuniu, em torno de si, uma das mais qualificadas equipes administrativas do país e ao longo dos últimos oito anos dá exemplo de gestão pública responsável e equilibrada. Aécio Neves construiu um novo cenário na política mineira e, assim, revitaliza e traz novamente o nome e a força do estado de Minas Gerais para um âmbito nacional.

Sem dúvida alguma, permito-me afirmar, Aécio Neves surge para somar. Um dos nomes mais fortes e respeitados no cenário nacional, um dos reconhecidos líderes tucanos busca agora o seu espaço rumo ao maior cargo da república. A presidência já é questão de paciência e tempo.


Meu artigo. Publicado no http://ninhotucano.wordpress.com/ em 07/março/2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tragam logo o horário eleitoral!

Em vésperas de eleições e com o processo eleitoral deflagrado bem antes do início programado, discretamente, mas, ainda assim, aberto antes do previsto, não é justo que a população, como um todo, seja privada dos atrativos eleitorais.

Se considerarmos que já sabemos, enfim, quem será a candidata da situação e tudo caminha para que o postulante mais forte da oposição seja, de fato, legitimado como candidato, devemos nos perguntar, pois, por que somos, então, privados da tão agradável experiência do horário eleitoral?

Poxa! Se é pra fazer hora com a cara do povo, façam direito. Ou estou errado?
Pelo menos assim, de duas uma, ou poderíamos nos concentrar em analisar as propostas mais cautelosamente, ou tomaríamos raiva, de vez, pelo processo e ai só Deus saberia o rumo das coisas.

O horário eleitoral, apesar de tedioso para alguns, me traz sentimentos diferentes e aguça, a cada propaganda, minha consciência de cidadão. Precisamos entrar de vez no processo eleitoral de 2010, pois, o exercício do voto nunca esteve tão difícil como o que se apresenta este ano.

A eleição que se aproxima apresenta-se da seguinte forma: É como se treinássemos na escola os exercícios triviais e todos, sabendo o que está por vir, fossemos fazer a prova. Ora, A prova de matemática nunca teve, pelo menos pra mim, os exercícios tranqüilos da sala. São SEMPRE mais difíceis. Se compararmos essa situação ao exercício de voto, a eleição para a presidência que se aproxima deve ser encarada como um exercício de prova, que o professor vai buscar no mais complicado vestibular para nos surpreender.

Não sei a situação de vocês. Mas, o exercício do voto mostra-se um tanto complicado na esfera federal para mim. Não vejo o governador Serra como o principal candidato à presidência e preferiria enormemente que o governador de Minas, Aécio Neves fosse o candidato tucano. Ora, Sou totalmente desfavorável à continuidade política extrema, seja em qualquer escala, dimensão ou localidade. Logo, Não posso e não vou entregar meu voto à Ministra Dilma. Porém, por não acreditar na capacidade de José Serra e menos ainda em seu carisma, ou ainda, na capacidade de qualquer um de conduzi-lo à presidência, fazendo frente às perfeitas estratégias de marketing PTistas, não vejo meu voto valendo alguma coisa se destinado a ele. Contudo, parece-me o mais correto.

Nunca confiei no poder estratégico ou na reconhecida (por alguns) habilidade diplomática de Fernando Henrique Cardoso, contudo, em contrapartida nunca rezei tanto para que o mesmo conseguisse, de fato, resolver os embates internos do partido e levar, de alguma forma, Aécio à encabeçar a chapa. Por saber que as possibilidades são ínfimas e a cada declaração do governador de Minas confirmar, cada vez mais, as tristes expectativas, não me resta outra opção, então, me recolho à minha humilde condição de eleitor e espero pelo final feliz.

Só clamo por uma coisa então: Tragam de uma vez o horário eleitoral! Se não, não tem como eu fazer a opção correta!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Redução da Maioridade Penal - Via twitter

Debate sobre a redução da maioridade penal, via twitter, sexta-feira 27 de fevereiro de 2009.

Presença do senador Demóstenes Torres (DEM – GO)

demostenes_go
Nos últimos dias, foram centenas as mensagens de favoráveis (a maioria) e contrários à redução da maioridade penal. Vamos debatê-las
demostenes_go
Entre elas, algumas muito inteligentes, como a de @HenriFonseca, q sugere unirmos os temas: a redução e a Escola em Tempo Integral
demostenes_go
Está no site demostenestorres.com uma cartilha que fiz em 2007, logo após a aprovação (na CCJ) da redução da maioridade
sampagabriel
@demostenes_go Sou contra a Redução da Maioridade Penal. Sou menor, e avalio da seguinte forma:
@demostenes_go Hoje reduzimos a maioridade para 16. Amanhã, reduzimos para 14, depois para 12 ...
@demostenes_go Quanto mais reduzirmos, mais cedo o crime recrutará nossas crianças e jovens.

demostenes_go
@sampagabriel diz q se reduz hoje p/16, amanhã p/12. Não é assim. No projeto, cai p/16 e só em casos de crimes muito graves
cristianopcoelh
@demostenes_go Sou favoravel, porque na minha opnião, nos dias atuais um jovem d 16 anos, sabe muito bem destinguir o certo do errado!!

demostenes_go
@cristianopcoelh acerta na mosca: um jovem de 16 anos sabe distinguir o certo do errado. E, se opta p/erro, tem de pagar p/ele

demostenes_go
@PrMiguelDavico Caro senador, honra minha conversar aqui c/o sr. Tenho projetos nos dois sentidos q o sr. Sugere
PrMiguelDavico
@demostenes_go Senador não acredito que tenha que ser reduzida a maioridade, é só continuar a prisão na penitenciaria quando a atingir.
dedafranca
@demostenes_go pra mim já passou a hora de diminuir.
dyjardan
@demostenes_go @cezaralves @profeliteratura Então é acabar com a hipocrisia e levar o ainda menor de 14/16 às barras da Justiça.Sem enfeite.

demostenes_go
@dedafranca acha q passou da hora de se reduzir a maioridade penal. Também acho. @dyjardan Quer q reduza p/14. Explico por que 16:

demostenes_go
Aos 16 e 17 anos, o jovem completa um ciclo de maturidade. E os mais graves cometidos p/menores ocorrem quando estão nessa idade
demostenes_go
A tese do governo é q se acabaria condenando o feto. Mas as estatísticas apontam mesmo p/ 16, 17 anos como a idade dos crimes graves
sampagabriel
@demostenes_go Não é porque Lula defende certa tese, que não possa fazê-lo também, só por ser da oposição.

demostenes_go
@sampagabriel Lula usou uma frase forte como forma de fugir do tema. A redução da maioridade penal exige debate profundo e sério
direitodopovo
@demostenes_go @welbi @sampagabriel Vejam o exemplo dos americanos. Aos 16 votam, dirigem; e com muito menos vão em cana. Façamos o filtro.

demostenes_go
@direitodopovo lembra o bandido Champinha, q matou, ficou pouco internado, voltou a matar, barbarizou um casal de adolescentes
gracyaguiar
@demostenes_go Para que, então, novas leis? Não seria melhor cumprir as que já existem?

demostenes_go
@gracyaguiar Sim, tem-se de cumprir as leis q já existem, mas é necessário aprimorar onde for necessário...
demostenes_go
... A maioridade penal aos 18, no início do séc XX, talvez fosse o ideal. A sociedade evoluiu e hoje o ideal seria 16 ou...
demostenes_go
... Seguir os dois critérios do Código Penal: entendeu o caráter ilícito do fato? Determinou-se de acordo com esse entendimento?
demostenes_go
Ou seja, se sabe q é crime matar e estuprar e mesmo assim estupra e mata, então é criminoso, tem de responder. Fixe-se como mínimo 16 anos
Franciswagner
Serv.militar obrigatório aos 18, eleitoral facultativo aos 16,criando-se programa de incentivo aos aprendizes seria uma opção.@demostenes_go

demostenes_go
@Franciswagner Sim, devem ser feitos todos os esforços na área de Educação, mas ninguém estupra e mata só porque não tem gradução
demostenes_go
@Welbi e @sampagabriel Nesse caso, vocês defendem a redução da maioridade até p/12 anos? Exagero. Aos 16 é cientificamente bom
Gustavo_MDias
@demostenes_go "Aos 16 é cientificamente bom" Cientificamente?? Cuidado! Onde estão os dado senador??

demostenes_go
@Gustavo_MDias A estatística é uma ciência. Os dados, os confiáveis e os nem tanto, estão, entre outros locais, em sites do tema
Gustavo_MDias
@demostenes_go Claro! Perfeitamente! Mas, os estudos não podem ser tão superficiais. Ou podem? Não é qualquer pesquisa que pode decidir ...
@demostenes_go ... uma questão tão importante!
Gustavo_MDias
@demostenes_go E antes de pesquisas estatísticas não deveriamos observar outras experiências já feitas? Estados Unidos?
Gustavo_MDias
@demostenes_go Será que somente a estatística de que os crimes ocorrem nessa faixa etária justificam a redução?
Gustavo_MDias
@demostenes_go Ainda que a estatística justificasse,ñ seria preciso 1 estudo dirigido e uma análise prospectiva direcionada ao nosso caso??

demostenes_go
@Gustavo_MDias No caso de crimes graves, a punição é necessária porque, c/ele preso, as ruas ficarão um pouco mais tranqüilas
Gustavo_MDias
@demostenes_go As ruas tranquilas, os jovens reprimidos, o preconceito contra jovens de baixa renda aumentado, inclusive por parte das PM's

demostenes_go
@Gustavo_MDias Reprima-se c/rigor a violência policial contra os jovens. Mas também a violência de alguns jovens contra outros jovens
Gustavo_MDias
@demostenes_go Agora concordo plenamente! Se o projeto for estruturado entorno de políticas que ofereçam a todos as mesmas oportunidades...
Gustavo_MDias
@demostenes_go de educação, aliadas a uma política de fortalecimento da polícia e estruturação de penitenciárias, bem como ....
Gustavo_MDias
@demostenes_go o reforço necessário (que discutimos quinta-feira) na educação! O projeto é válido e deve ser levado à frente!!
sampagabriel
@demostenes_go @direitodopovo Antes de punir, devemos resguardar o estabelecido nos 267 artigos da lei 8069/90,
sampagabriel
@demostenes_go Este é o ponto, Senador! Antes de punir, vamos resguardar a "proteção integral" garantida no ECA ...
sampagabriel
@demostenes_go e a "condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento", garantidos no artigo 6º do ECA.
demostenes_go
@sampagabriel Ninguém, de 16, 17 anos, q mata, estupra, está em "condição peculiar de desenvolvimento". Se estiver, deve passá-la preso
sampagabriel
@demostenes_go esse argumento foi, no mínimo, mal embasado, Senador. E para este jovem voltar à sociedade depois?

demostenes_go
@sampagabriel O índice de recuperação de estuprador é ínfimo. De integrantes do crime organizado, também. De latrocidas, idem
sampagabriel
@demostenes_go O que interessa, neste sentido, é que as detenções hoje são "escolas do crime"
sampagabriel
@demostenes_go Pode ser ínfimo, mas, ainda que houver apenas 1% de chance, há alguma.
sampagabriel
@demostenes_go Por quê não se ampliar, apenas, o tempo da aplicação da Medida Sócio-Educativa, ao invés de tratarmos como "criminosos"
sampagabriel
@demostenes_go Deve haver um mecanismo legal para ampliação do tempo apenas para maiores de 16.

demostenes_go
@george_medeiros As companhias dele são ruins. @sampagabriel Pronto, vc chegou ao q venho dizendo desde o início: a redução deve ser p/16
Jcherulli
@demostenes_go concordo: "na prática a teoria é outra"... (maioridade penal)
Jcherulli
RT @anagrana_: @demostenes_go e @Welbi eu gosto de um peso, uma medida. O voto é permitido aos 16 anos, por que punir não pode?

demostenes_go
@santomiguel Você está certo: aos 16 está bom. @Jcherulli Que honra revê-la presente nos debates novamente. E, sim, a frase está correta
econelclemente
@demostenes_go Será que não estaremos, fico preocupado Senador, em empurrar para baixo a mobilização dos menores...

demostenes_go
@econelclemente O número de menores atingidos p/redução será muito pequeno em volume e significativo porque seus crimes são graves
demostenes_go
Já q alguns desconhecem teor da redução da maioridade penal, reproduzo o texto de minha autoria a proposições de alguns parlamentares...
demostenes_go
Meu relatório foi aprovado na CCJ do Senado há três anos e desde então aguardando ser votado no Plenário. Eis o texto:
demostenes_go
Dê-se ao art. 228 da Constituição Federal, de que trata o art. 1º da Proposta de Emenda à Constituição nº 20, de 1999, a seguinte redação:
demostenes_go
Art 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da legislação especial.
Parágrafo único. Os menores de dezoito e maiores de dezesseis anos: I - somente serão penalmente imputáveis quando,...
... ao tempo da ação ou omissão, tinham plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse...
... entendimento, atestada por laudo técnico, elaborado por junta nomeada pelo juiz;
II–cumprirão pena em local distinto dos presos maiores de dezoito anos; III–terão a pena substituída por uma das medidas socioeducativas,
... previstas em lei, desde que não estejam incursos em nenhum dos crimes referidos no inciso XLIII, do art. 5º, desta Constituição.
advdiabo
@demostenes_go caso joao helio..pq o menor apos fica maior...nao pode passar a ser preso....e cumprir a mesma sentença de seus comparsas?

demostenes_go
@advdiabo O assassino de João Hélio tinha alguns dias a menos q 18anos. Por isso, mesmo completando a maioridade na cadeia...
demostenes_go
... O assassino de João Hélio cometeu quatro crimes, inclusive um homicídio tentado contra um guarda, durante os 3 anos...

@demostenes_go Vc ñ acha que essa medida poderia piorar o comportamento desses jovens qnd cumprirem suas penas e voltarem às ruas?
@demostenes_go A maioria desses jovens ñ está na rua por opção.. após cumprirem a pena voltariam p/ a rua. A situação muda??

demostenes_go
@carolinealves Não. Os autores de crimes hediondos e assemelhados têm de ficar mais tempo na cadeia exatamente por isso:
demostenes_go
digamos q ele não se recupere dentro da cadeia, pois é difícil ressocializar autores de crimes hediondos e assemelhados...
demostenes_go
Mas no mínimo ele vai ficar mais tempo sem cometer crimes nas ruas, o q é uma alívio p/sociedade. Repito o q já disse aqui:
demostenes_go
Se a cadeia não recupera um autor de hediondo, as ruas tb não. É melhor ter um criminoso desses não recuperado na cadeia ou na rua?
mirgonkayser
@demostenes_go Não é a ingenuidade, senador. É a flex da idade que ainda permite alguma mudança. A punição "comum" gera revolta, não reeduc

demostenes_go
@mirgonkayser O q gera revolta é o assassino sair depois de três anos, quando a família ainda sequer tirou o luto e ele está livre...
demostenes_go
... Pouquíssimos menores assassinos ficam os três anos internados. A maioria sai logo, depois de alguns meses. É o cúmulo da impunidade
demostenes_go
Gostei do nível da conversa. Só ñ gostei de, novamente, ñ conseguir responder a todos. Desculpem-me. Tentarei respondê-los outra hora
demostenes_go
Vamos marcar outra "audiência pública"? Bom, às quintas-feiras, 22h, já tem a de Educação. Sugiram outro tema em outra hora



Acrescento aqui o link para a cartilha mencionada pelo Senador Demostenes Torres:

http://demostenestorres.blogspot.com/p/cartilha-da-maioridade-penal.html

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Equipe do Senador José Agripino x Gustavo Moreira Dias

Admito não ser um dos mais fervorosos defensores do governo Lula, mas, mesmo que opositor, por opção, devemos, por obrigação, exercer sempre uma política justa, equilibrada e inteligente.
Trechos da discussão, extremamente respeitosa, diga-se de passagem, entre a equipe do Senador José Agripino (DEM – RN), líder do DEMOCRATAS no Senado Federal e a pessoa que aqui escreve, em 25 de fevereiro de 2010, via twitter.

Em resposta a uma declaração do senador via Juventude do DEM eu fiz a seguinte colocação:

Gustavo_MDias
@JuventudeDEM @joseagripino Ñ cobrem do governo Lula uma postura rígida em relação a Cuba. O DEM ñ seria capaz de 1 política externa melhor!

Dessa forma a discussão se estendeu...

equipeagripino
@Gustavo_MDias A política externa brasileira nunca foi tão medíocre. Apóia claramente ditaduras políticas e o programa nuclear do irã!
equipeagripino
@Gustavo_MDias O Brasil se agacha diante dos fatos. Prefere se omitir diante das agressões aos direitos humanos em ditaduras indefensáveis
Gustavo_MDias
@equipeagripino A oposição de forma destrambelhada como vocês fazem não é característica do senador Agripino e nem o que eu espero dele!
Gustavo_MDias
@equipeagripino A política externa brasileira nunca colheu tantos louros. O Brasil nunca foi tão reconhecido e respeitado internacionalmente
Gustavo_MDias
@equipeagripino Rídicula é a política de oposição que só procura fazer a oposição cega e irrestrita!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Não é à-toa que o nosso presidente foi eleito estadista do ano.
equipeagripino
@gustavo_mdias Vc quer dizer que o governo atual deve apoiar a repressão em Cuba?
Gustavo_MDias
@equipeagripino As políticas econômica e externa do governo Lula são invejáveis. E todos deveriamos nos espelhar nela. Só assim o Brasil...
Gustavo_MDias
@equipeagripino Só assim o Brasil alcançará o lugar que merece! A copa do mundo e as olimpíadas são indícios inquestionáveis do bom trabalho
Gustavo_MDias
@equipeagripino Eventos desse porte precisam de respaldo e reconhecimento internacionais para virem parar aqui!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Concentrem-se em fazer política de oposição de forma justa e equilibrada pelo amor de Deus!
equipeagripino
@Gustavo_MDias A política externa brasileira não colheu nenhuma posição importante no cenário internacional. Só elogios e salamaleques.
equipeagripino
@Gustavo_MDias E, na área externa, quem é muito elogiado, pode saber: não está incomodando!
equipeagripino
@Gustavo_MDias Onde estão os cargos fortes na ONU, no Conselho de Segurança.
Gustavo_MDias
@equipeagripino Devo concordar com as colocações. Entretanto, nunca disse que deveríamos apoiar a repressão em Cuba. Porém...
Gustavo_MDias
@equipeagripino Não cobre do Brasil uma postura anterior a de outros países desenvolvidos que não se manifestam de igual forma.
Gustavo_MDias
@equipeagripino A posição importante no cenário internacional não foi obtida? E a formalização da substituição do G7 pelo G20??
Gustavo_MDias
@equipeagripino Não foi de alguma forma imposta pelo governo brasileiro? Não negue!
Gustavo_MDias
@equipeagripino E a posição no cenário internacional. O Brasil ocupa lugar de destaque ao lado de China e Índia agora. Ou não??
Gustavo_MDias
@equipeagripino O cargo na ONU é questão de tempo! E se por ventura ele vier a se concretizar com Serra no poder, não será por mérito dele!
equipeagripino
@Gustavo_MDias O G7 não foi exatamente substituído pelo G 20. Mas daí a apoiar ditaduras carcomidas, não dá?
equipeagripino
@Gustavo_MDias O Brasil sempre foi um BRIC, antes do governo Lula.
equipeagripino
@Gustavo_MDias Agora, nossa participação no comércio mundial continua baixa
equipeagripino
@Gustavo_MDias mas vc não respondeu. Por que Brasil deve apoiar uma ditadura de 50 anos como Cuba? Lá eles matam dissidentes.
equipeagripino
@Gustavo_MDias E Cuba, o que acha de Cuba. O Brasil deve apoiar a ditadura lá?
Gustavo_MDias
@equipeagripino Claro que não defendo o apoio a "Ditaduras carcomidas". Mas o G7 foi sim substituído e estamos enfim sendo ouvidos!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Claro que não defendo o apoio a ditaduras como Cuba e Venezuela, mas, daí a dizer que (...)
Gustavo_MDias
@equipeagripino RT A política externa brasileira nunca foi tão medíocre. Apóia claramente ditaduras políticas e o programa nuclear do irã!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Pelo amor de Deus! Não dá pra aceitar! Os avanços são notórios! No governo FHC não tinhamos a posição que conquistamos hj!
equipeagripino
@Gustavo_MDias Tanta coisa que Lula se vangloria e não foi mérito dele...
equipeagripino
@Gustavo_MDias Avanços notórios só para quem gosta de fanfarronice e não se atém aos fatos!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Desculpe-me, mas, se a posição internacional que temos hj for mérito da atual oposição, meu amigo, accho que eu não sei(...)
Gustavo_MDias
@equipeagripino Não sei nada de política nacional, muito menos internacional! E devo parar de discutir!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Se temos uma oposição que ignora os avanços do governo atual! Devemos classificá-la como cega!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Claro que devemos analisar os avanços com calma! Afinal um governo sucede o anterior e recebe sua herança, mas...
Gustavo_MDias
@equipeagripino Em termos de política externa temos que ser inteligentes e sensatos. Não tem nada de FHC ai!
equipeagripino
@Gustavo_MDias Não é mérito da oposição. Simplesmente o governo acha que é maior do que realmente é.
equipeagripino
@Gustavo_MDias Perceba. Os realmente poderosos são temidos e criticados, não elogiados.
equipeagripino
@Gustavo_MDias Nos elogia lá foram porque falamos muito e nosso poder é mínimo!
Gustavo_MDias
@equipeagripino Realmente eu não sei nada de nada! Se o poder do Brasil internacionalmente é mínimo! Eu não tenho condições de (...)
Gustavo_MDias
@equipeagripino continuar a discutir. Eu penso exatamente o contrário! Enfim... A discussão foi válida! Abraço!
equipeagripino
@Gustavo_MDias Discussões respeitosas são sempre enriquecedoras. Até


Tirem suas próprias conclusões e comentem. Abraços!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dá pra entender?? O.o Eu não entendi!

Que nós, brasileiros, buscamos a comodidade acima de qualquer coisa eu já sabia, mas, que preferíamos comodidade até na hora de sermos assaltados, isso é novo pra mim.

“Receita Federal informa que este será o último ano do IR via formulário - No ano passado, mais de 25 milhões de contribuintes declararam IR. Entretanto, menos de 1% dos contribuintes optou pelo formulário.”
(g1.globo.com/Noticias/Economia)


Entretanto, o mais engraçado de tudo isso é constatar que a justiça brasileira é mesmo falha.

“Diretoria do Timão só venderá ingressos da Libertadores para sócios.”
(sportv.globo.com)


Convido a todos a assistirem o vídeo e prestarem atenção a dois depoimentos importantes:

http://sportv.globo.com/Sportv/2009/videos/0,,SRI1207540-17088,00-DIRETORIA+DO+TIMAO+SO+VENDERA+INGRESSOS+DA+LIBERTADORES+PARA+SOCIOS.html

O do trocedor “comum” dizendo:

“Eu acho que deveria ter uma democracia melhor.”
Segundo ele a internet não é bastante democrática. E se ele não quer ser sócio torcedor ele tem de poder comprar na bilheteria enfrentando enormes filas.
“(...)Cada um pudesse ir ao estádio. Uma facilidade maior pra comprar o ingresso.”
Ai também é de mais. O cara quer facilidade maior, não quer ser sócio torcedor e quer ter o direito de comprar ingressos nas filas?

E o do promotor estadual dizendo:

“Eu vou instaurar um inquérito civil que.... blá... blá... blá... Vou notificar o presidente do Corinthians e também o time do Corinthians.... blá... blá...blá...”


E o que fica claro pra mim depois disso tudo é:
Segundo o promotor, todos os consumidores, pouco importando a qualidade, devem ser tratados de forma igualitária. Mas, o País se difere do clube enquanto entidade privada no momento em que o primeiro pode nos roubar da forma que mais lhe for conveniente, já o clube deve aprender a fazer renda da forma mais penosa e dando a todos o mesmo tratamento. Logo, aqueles que não tiverem acesso à Internet, podem ir ao estádio, mas, se não arrumarem uma, rapidinho, pra fazer a declaração de IR vão cair na malha fina e ai só Deus sabe quais direitos lhes serão garantidos além do direito de ver o timão jogar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eleições 2010 - desabafo de um jovem.

Devo confessar e tornar público meu total desestímulo com a proximidade das eleições. Levando-se em consideração o panorama político que vem se desenhando, não há muito com o que nos alegrarmos. Sabendo que os sentimentos que me levam a escrever agora são compartilhados por muitos outros jovens espalhados pelo país, espero poder me mostrar todo meu descontentamento aqui.

Caminhamos pra mais uma eleição onde a disputa central será, de fato, entre as duas bases mais fortes da política brasileira. Uma sustentada pelo PT e outra pelo PSDB. O PT apresentando como candidata a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o PSDB o governador do estado de São Paulo, José Serra.
Após o declínio da candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não tenho mais esperanças de nada. Ao ter de escolher entre a irritante continuidade que nos será praticamente imposta pelo PT, ou um governo do, nada simpático, governador Serra, vejo meu exercício de voto praticamente abandonado pela arcaica política de alianças existente no Brasil.

Por ser totalmente favorável e defensor da reciclagem política, repudio a candidatura da ministra Dilma. Não quero acreditar que seja, minimamente, aquilo que devo esperar para o meu país e, pior, sei que ela representa a continuidade desnecessária da política do governo atual. Após a candidatura cair sobre seu colo, torço que a presidência não caia da mesma forma. O trabalho desenvolvido pelo governo Lula é inegavelmente proveitoso e deve ser aplaudido, porém, a proposta de 12 anos de um governo sem reciclagem é descabida.

Sem mais sobre a ministra, devo dizer também que o cargo maior da política brasileira não pode e não deve ser ocupado por alguém sem o mínimo de carisma (por falta de uma palavra melhor). Não que o carisma seja a carta de ingresso para a presidência, mas é um componente importante. Afinal, a política nada mais é (ou deveria ser) relação constante e próxima com o povo de maneira geral. Dessa forma, faço campanha contra e espero que o senhor governador Serra não saia vitorioso do pleito eleitoral.

Com as pré-candidaturas da senadora Marina Silva e do ex-ministro Ciro Gomes, podemos observar a ineficácia da máquina eleitoral brasileira. Pois, o cenário que se sucede eleição após eleição é: Dois candidatos disputando a eleição e nenhuma outra opção real de voto. Marina Silva e Ciro Gomes representam a frustração de todos os jovens brasileiros, ao olharmos para a política nacional e não encontrarmos mínima reciclagem e esperança de mudança, pois, o preparo e o merecimento da senadora são inegáveis, porém a sua vitória é impossível diante da situação em que se encontram o sistema eleitoral e a política brasileira como um todo.

As esperanças agora se voltam para que o governador Aécio Neves aceite (improvável) o cargo de vice na chapa encabeçada por José Serra. Não acredito que seja a melhor opção para sua carreira política e tenho convicção de que a sua contribuição para o país seria muito maior como presidente, porém, se o convite for aceito a candidatura de Serra torna-se menos amarga, mais confiável e mais fácil de empurrar garganta a baixo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Azar...

Eu acho que os caras com azar são classificáveis. Existem os caras azarados, os muito azarados, os lazarentos de tão azarados e o Barrichello.

Dizem que sorte e competência caminham lado-a-lado. Estou começando a desconfiar que Barrichello e incompetência caminham juntos.

Num tem problema o cara ser azarado. O cara quando não tem sorte as pessoas sentem até dó... Agora, quando o cara é Barrichello o azar tem dó dele.

Eu fico imaginando o sujeito encarregado do azar (porque exite a Dona Morte, encarregada da morte, e deve ter um Seu Azar)... aí tá lá o Seu azar olhando sua agenda:
"*João...
*Joaquim...
*Dolores...
*Barrich...

"AaaaAaA nãooo! Pula esse! Barrichello de novo?
Já quebrei o carro dele uma dúzia de vezes, já deixei o 'Schumi' passar na reta de chegada. Vamos fazer assim: Eu até arranco uma pecinha, mas vamos jogar no olho de outro pra ajudar o Rubens."

No final do treino, o Rubinho deve ter saído do carro e dito:
- Tá vendo?? Não sou só eu quem tenho má sorte.

O interessante dessa história é que o Barrichello acabou ajudando a melhorar a segurança na fórmula 1. Ficou decidido que, nos próximos GP's, vai vir escrito na traseira dele:

"Mantenha distância! Risco constante!"

O engraçado é que esses dias eu tava lendo o jornal e tinha uma parte de frases famosas. Tinha lá algumas frases e uma que me chamou a atenção. Estava escrito assim:

"O azar anda acompanhado." (PROVÉRBIO CHINÊS)

Ao que eu imaginei faltar a conclusão:

"O Rubinho é famoso na China!"

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

De como nos tornamos livres


É possível ser livre e ao mesmo tempo ser cidadão? Ou é, de fato, necessário nos livrarmos da condição de integrantes de uma sociedade para que possamos viver livremente? A busca pela resposta desses questionamentos ultrapassa o limite dos tempos e além de muito antiga mostra-se demasiado complexa.
A partir da leitura de “O contrato Social” (ROSSEAU), aprendemos a assimilar o conceito de “liberdade” como algo que assume duas atribuições: A liberdade natural (inerente ao ser humano e da qual todos gozamos desde que nascemos) e a liberdade convencional (esta assumida a partir de que aceitamos a condição de cidadãos e abdicamos da natural).
Devemos atentar para o fato de que, ao passo que nos tornamos cidadãos e, portanto, membros de uma determinada sociedade, e ainda, todos os membros deste grupo também se submetam aos termos do “Contrato Social” (pelo qual, todos estamos livres, assegurados pela garantia de que o direito do próximo se limita ao meu), temos a certeza de que, ao respeitarmos o referido contrato, contribuímos para a harmonia do processo e, assim, cada uma de nós não tem de que se queixar.
Segundo ROSSEAU, o cidadão só se torna livre ao passo que se qualifica à condição de cidadão, pois, mesmo que percamos a liberdade de agirmos por conta própria, ganhamos, por outro lado, a condição de termos nossas atitudes norteadas por um princípio global e reflexões morais, as quais, nos obrigam a pensar no próximo.
Fato é que a liberdade, de uma forma ou de outra, é inerente ao ser, porém, o que o torna autônomo ou independente, realmente, é a capacidade de assimilar padrões, conceitos, ou até mesmo pré-conceitos, raciocinar criticamente sobre os mesmos e, decidir, moralmente, se estes se fazem merecedores de participarem do grupo de ações, as quais consideramos o carro chefe que guia nossas vidas. Ou seja, é através da capacidade intelectual dos seres humanos que, ao podermos escolher entre várias ações, más e boas, nos tornamos livres de fato.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Querer é poder?


Primeiramente, o que significa querer? Se entendermos querer como desejar sem fundamento, ou seja, sem sentir que deseja, acredito que não adiantaria fazer o que fosse, pois nada aconteceria. Porém, se tomarmos para nós, o conceito de querer como um anseio criado pela alma, como algo que é verdadeiramente preciso que aconteça para sermos felizes, sim. Querer, certamente, é poder.

Há dois modos de encararmos as coisas. O modo otimista e o pessimista. Ser otimista, essencialmente, seria encarar todos os obstáculos como na frase de Fernando Pessoa: “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia construirei um castelo”. Fato é que tudo tem um lado positivo e outro negativo, porém se primarmos por escolher dar valor ao lado positivo, de certo, teremos mais alegrias que infelicidades.
A vida é feita de escolhas. Sempre teremos de escolher entre dois caminhos e se todos os dois tem um lado positivo, é impossível que façamos a escolha errada se formos otimistas. Assim, até a morte pode ser encarada como algo positivo. Perder alguém que amamos, sempre será penoso, entretanto, se atentarmos aos fatos, conseguiremos encontrar algo de positivo nisso. As coisas muito boas acontecem, sem exceções, em momentos muito especiais e singulares. Não consigo enxergar algo mais especial que a morte.

Voltando ao que interessa...
Se querer é algo que desejamos bastante que aconteça e sempre há o lado positivo, devemos fazer de um tudo para tornar o objetivo realidade. No entanto, as pessoas enxergam fazer tudo como pedir bastante e esperar que aconteça, enquanto o necessário é que nos posicionemos de um lado, qualquer que seja ele, e entremos de cabeça naquilo que deve ser encarado como um projeto com um objetivo maior.
Segundo Napoleão, "o entusiasmo é a maior força da alma. Conserve-o e nunca te faltará poder para conseguir o que desejas.", portanto, o entusiasmo é o determinante dos sucesso e fracasso. Se você deseja algo, cubra-se de entusiasmo e corra atrás.

O ser humano é capaz de tudo, se almejar grande, literalmente falando.
Assim, querer se torna poder, se dessa forma planejarmos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Lula é 18ª pessoa mais influente do mundo

A preguiça em que me encontro afogado nos últimos dias e os estudos para a segunda etapa da UFMG não deixaram que eu elaborasse um único post descente. O resultado é esse: Notícia que merece destaque.

Segundo a revista norte-americana newsweek, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, figura como a 18ª pessoa mais influente do mundo numa lista elaborada para delinear a nova estrutura de poder global. Barack Obama ascende ao posto de pessoa mais influente do mundo.
A Newsweek justifica escrevendo que, "depois de pegar o Brasil à beira da ruína no início de 2003", o atual presidente hoje governa um país com mais de US$ 200 bilhões em reservas internacionais e com o menor índice de inflação entre os países emergentes. A lista da Newsweek traz o presidente da China, Hu Jintao, em segundo lugar, e o da França, Nicolas Sarkozy, em terceiro.
Lula ficou à frente de figuras como o papa Bento XVI (37º).

Infelizmente, temos de concordar que sem ele e o ex-ministro da fazenda Antonio Palocci, provavelmente, estaríamos agora passando pela maior crise econômica da história desse país e a inflação estaria nas alturas.

Parabéns ao companheiro!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Barack Obama é eleito o "homem do ano" pela revista TIME - O que há por trás de sua eleição à Casa Branca?





Barack Obama sai da obscuridade e em apenas dois anos conquista o povo, colocando em xeque o senso comum e séculos de uma ordem social hierárquica imposta através das gerações. Aos 47 anos reúne mais de 100 mil pessoas em um comício em St. Louis e arrecada mais de U$$ 700 milhões, em fundos, para sua campanha.
Negro, filho de pai queniano e mãe norte-americana, Barack Hussein Obama nasceu em 1961 em Honolulu, no estado do Havaí. Graduado em ciência política, com especialização em relações internacionais, após terminar seus estudos, muda-se para Chicago e torna-se diretor de uma associação comunitária religiosa. Nos três anos à frente da DPC (Developing Communities Project), Obama expandiu sua equipe de 1 para 13 funcionários e transformou um orçamento anual de apenas U$$ 70 mil para U$$ 400 mil, dando idéia de seu talento para liderar.
Obama Ingressa em 1988 na maior e de melhor conceito universidade dos Estados Unidos, Havard, e obtêm o diploma de bacharel em direito em 1991, com 30 anos. Retorna a Chicago e em 1992 casa-se com Michelle Obama. Em 1996, Barack foi eleito senador por Illinois. Deu prosseguimento à sua carreira política.
Em janeiro de 2007, anuncia a criação de um comitê, a fim de recolher fundos para sua candidatura e em fevereiro declara-se candidato às primárias, mesmo sendo pressionado internamente em seu partido por Hillary Clinton.
Ao entrarem em 2008, Obama e sua adversária tornam-se protagonistas de uma das disputas mais acirradas ao posto de candidato pelo partido Democrata. Os dois com a vitória ao alcance. Ela por seu prestígio no cenário político nacional e ter chances reais de se tornar a primeira líder de estado mulher dos Estados Unidos e ele por representar a renovação necessária - já que o governo Bush obtinha os piores resultados nas pesquisas de opinião até então - e ter, de igual modo, grandes possibilidades de se tornar o primeiro presidente negro da América.
Em 4 de novembro de 2008, Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, derrotando John McCain.



Por trás da eleição de Barack Obama nos Estados Unidos é preciso que saibamos da existência de uma sociedade preconceituosa e egoísta. O fato de elegerem um presidente negro não os torna mais democráticos, inteligentes ou faz de Obama um mestre da retórica. Seu triunfo, impulsionado por toda uma população historicamente centralizadora é mascarado.
Ninguém imaginaria a uma década atrás a vitória, não só de um afro-americano, mas, de ideais contrários às “verdades” imortais de um povo acostumado a ser o melhor. Devemos agradecer a George Bush. A vitória de Barack Obama me fez refletir sobre um acontecimento não muito distante, a queda do governo Collor e a reação da sociedade brasileira frente à crise.
Foram precisos 8 anos de inverdades e ignorância para que o povo norte-americano elegesse Obama. Em 8 anos Bush mostrou ao mundo a real intenção por trás da guerra no oriente. Com dois governos o atual presidente norte-americano mostrou ao seu povo o quão importante é defender a natureza. E assim, caiu a mascara republicana. Quando dizem que por vezes é necessário que quebremos a cara para que aprendamos você ainda duvida?
O partido republicano saiu ferido das eleições de 2008. Enfim a falsidade escondida por detrás de valores morais pré-estabelecidos pela alta sociedade, o patriotismo e a primeira colocação, histórica, americana ruíram. Os Estados Unidos da América se uniram para mostrar ao globo o quanto são medíocres e hipócritas. A eleição de Obama não o torna melhor, entretanto os torna piores. Abre os olhos do mundo aos problemas internos norte-americanos, retira a mácula a eles creditada e ilustra o caráter de um povo.
Ao elegerem Obama, os Estados Unidos se enterram, ratificando a postura egoísta. A medida que Bush jogava pelo ralo o prestígio norte-americano e colocava o povo em situação calamitosa, não só perante ao mundo, mas financeiramente falando com a eclosão da crise, a resposta foi imediata. Passando por cima dos seus maiores dogmas e elegendo um negro em virtude de seus interesses pessoais, a América me fez enxergar que para atingirem o topo, são capazes de qualquer coisa.

Qual é a sua opinião?